Resenha: Glee – “Wheels” (S01E09)
ATENÇÃO! ESSE POST CONTÉM SPOILERS!
Desde que Glee estreou, todo mundo começou a falar que era uma série “high-school” que inovava, trazendo os excluídos (nerd não; nerd sou eu e o iDan
) para o foco do enredo.
E tenho certeza que o objetivo da série era realmente focar nos excluídos. Mas, até o episódio 8, não era isso que eu via. Os dois personagens principais eram o melhor jogador de futebol americano da escola, que namorava a cheerleader loira, e a bonitinha. Os excluídos ficavam no segundo plano.
Mas esse episódio incluiu. Começou com o dilema de terem que alugar um ônibus adaptado para cadeirantes, por causa do Artie. Todos recusaram a ajudar na arrecadação do dinheiro, e o professor fez eles passarem 3 horas por dia numa cadeira de rodas para entender. Genial!
Outro problema era o Kurt, que queria cantar Defying Gravity no lugar da Rachel. Os dois cantaram excelentemente, mas o Kurt errou a última nota de propósito para não se expor e entristecer seu pai. Sim, a Rachel acabou ganhando a spotlight de novo, mas o Kurt teve sua chance.
Enquanto isso, a professora durona (Ms. Sue) foi obrigada a abrir vagas para o time das líderes de torcida; Recusou todos os candidatos, menos uma menininha que tinha Síndrome de Down. Fiquei chocado pensando que ela ia maltratar a menina, mas, no final, vi que ela tinha razão: quem sabe ela não quisesse tratamento especial, quisesse ser igual a todos? Confesso que, quando a Ms. Sue mostrou que tinha uma irmã com a mesma síndrome e foi ao hospital ler para ela, meus olhos lacrimejaram.
Em resumo, esse foi um extraordinário episódio em que a série amadureceu muito. Passou uma mensagem belíssima, que, tenho certeza, comoveu a todos. Nota 10/10!
Obrigado, e até a próxima!
